29.1.09

A lonely september.

Todas as noites tristes são chuvosas, portanto essa não poderia ser diferente. Sobre a mesa um álbum de fotografias que está lá desde aquele dia, se não me falha a memória, setembro ensolarado. Nosso setembro.

- Eu te amo.

- Quanto?

- O suficiente para passar todos os dias da minha vida ao seu lado.


Faz tempo... Ao lado do álbum, uma passagem de trem (que marcaria o fim dos nossos sonhos), duas xícaras de café mal-acabadas e uma garrafa de conhaque que acabara de ser aberta (e você jurou que não beberia inteira). Eu não agüentava mais aquele silêncio. Acendi um cigarro, levei-o à boca (mesmo sabendo que odeia quando fumo) e traguei-o. Precisava falar.


- Certa vez assisti a um filme sobre um casal de junkies. A moça pediu que seu amado a matasse, pois não conseguiria viver mais um dia daquela forma desgastante. Ele assim fez e pouco depois cometeu suicídio, pois não sabia mais viver sem ela.

- Aonde quer chegar? – Perguntou sem medo de me ferir.

- Você prometeu que seríamos para sempre. Agora não me vejo mais sem você.

- Não é minha culpa, meu anjo. São eles...

- Eu sei que você quer ir com eles.

- Mas eu voltarei! – Falou decidido. Então pensou um pouco, completando. – Será tarde demais?


O silêncio me fez ouvir a chuva e a sua respiração (quase imperceptível).

Sim, será tarde demais. Eu não agüentarei um dia sequer sem você.


The sky is crying...