Ele bebia e passava de corpo em corpo, deixando a desejar. Ela o observava e chorava, sem entender o motivo.
- Eu não entendo o motivo.
- Você nem o conhece. E o pouco que conhece, sabe que é errado.
- Platão. Se ele fosse vivo, eu o mataria.
- Esqueça-o. Pense em outro, por que não?
- Já é tarde demais. Se não o vejo de manhã, passo o dia todo infeliz.
- É obsessão. Você sabe que nunca dará certo.
- É burrice. Eu sei que nunca dará certo.
- Então, você está se machucando. Isso só te faz mal.
- Por incrível que pareça, me faz bem. Tudo pode estar dando errado, mas se ele aparece, eu sorrio. É um motivo para acordar todo dia e dizer: Que seja doce. E então eu desejo que o dia nunca acabe, que a lua nunca apareça. E quando aparece eu o vejo nas estrelas e sonho com o dia seguinte.
- Eu não entendo o motivo.
- Muito menos eu.
You are at the top of my lungs...
Drawn to the ones who never yawn.
